Vim te Mostrar

MENU

Notícias / Notícias curiosas

Saponificação: como a natureza preserva corpos após a morte?

Entenda a transformação de alguns cadáveres em uma substância semelhante ao sabão

Saponificação: como a natureza preserva corpos após a morte?
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Em algumas circunstâncias, a decomposição de corpos humanos pode tomar um rumo inusitado: a gordura dos tecidos é transformada em uma substância semelhante ao sabão, a adipocere.

Formada principalmente em ambientes quentes e úmidos, com pouco oxigênio e muitas enzimas bacterianas, ela é amarelo-clara, parecida com cera ou queijo, e tem um odor bastante desagradável.

Leia Também:

O processo tem início nas áreas com quantidade de gordura, e se estende, pouco a pouco, pelo restante corpo. Em condições favoráveis, toda a gordura subcutânea pode passar por saponificação. 

Se o cadáver estiver submergido em água parada ou de pouca corrente, ou enterrado em solo argiloso ou úmido, o processo é facilitado. Características individuais também influenciam a formação da adipocere: idade, pois a substância é mais frequente nas crianças, devido à quantidade de gordura subcutânea maior do que a dos adultos; sexo, pois o organismo feminino apresenta mais gordura do que o masculino; massa corporal, pois o fenômeno é mais raro em cadáveres magros; e condições patológicas, pois intoxicações como o alcoolismo podem dar origem a uma alteração gordurosa.

Entre os exemplos mais conhecidos de corpos saponificados estão o "Soap Man", exibido no Smithsonian National Museum of Natural History, em Washington, D.C., Estados Unidos, e a "Soap Lady", exibida no Mütter Museum, na Filadélfia.

Ambos foram descobertos em um cemitério da Filadélfia, em 1875. Havia água nos caixões, o que impediu que os cadáveres se deteriorassem como na maior parte das vezes.

Outro caso famoso é o do corpo decapitado que foi encontrado no Lago de Brienz, na Suíça, em 1996. "Brienzi", como o cadáver passou a ser chamado, foi envolto em adipocere em virtude da longa exposição à água. Após análises detalhadas, os cientistas conseguiram determinar que o homem se afogou no local no século XVIII.

Fonte/Créditos: Ricardo M. Abrão / USP

Créditos (Imagem de capa): Smithsonian National Museum of Natural History

Thaís Milena - Estagiária do Grupo Balo sob a supervisão de Heberton Lopes

Publicado por:

Thaís Milena - Estagiária do Grupo Balo sob a supervisão de Heberton Lopes

Saiba Mais