O projeto “Histórias de cemitérios, onde a morte e a vida se encontram”, conduzido pelo pesquisador e escritor Rodrigo Seefeldt, vem desenterrando detalhes fascinantes sobre os funerais do início do século XX na cidade gaúcha de São Lourenço do Sul. Um deles é o uso de carruagens funerárias municipais, entre as décadas de 1940 e 1960. Os modelos, que podiam ser decorados ou simples, dependiam da condição financeira da família enlutada.
Seefeldt destaca um aspecto curioso revelado pelo historiador Edilberto Luiz Hammes em seu livro "Radiografia de um município": o cocheiro das carruagens também acumulava a função de coletor de lixo, usando trajes que a comunidade, indignada, considerava inadequados. Em 1950, em resposta às reclamações, a Câmara Municipal solicitou fundos para melhorar o fardamento do condutor.
A pesquisa de Seefeldt pretende explorar ainda os túmulos de figuras notáveis, a evolução das práticas funerárias e os métodos improvisados de construção de caixões na zona rural, frequentemente feitos por carpinteiros locais.
Bem como iniciativas semelhantes em São Paulo e Porto Alegre, o projeto visa destacar o valor histórico e cultural de elementos que podem contribuir para o desenvolvimento do turismo em São Lourenço do Sul.
O canal Vim te Mostrar, no YouTube, também resgata a história do segmento. Em maio do ano passado, o jornalista Heberton Lopes esteve em Blumenau (SC) para visitar o Memorial Mathias Haas, primeiro museu do Brasil dedicado a abordar a preservação, a valorização e a difusão do patrimônio cultural funerário.
Confira o tour feito pelo espaço, entre na Sala Fúnebre e conheça a história de uma funcionária de funerária que nunca viu a preparação de um corpo.
Fonte/Créditos: Com informações de A Hora do Sul
Créditos (Imagem de capa): Viviane Beatriz Costa