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A dipirona faz mal?

Especialista dá dicas sobre o uso responsável do medicamento, além de cuidados e recomendações

A dipirona faz mal?
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A dipirona é reconhecida por seus efeitos analgésicos e antipiréticos, sendo frequentemente utilizada para o alívio da dor e da febre. No entanto, como qualquer medicamento, seu uso pode acarretar reações adversas que, em situações raras, podem ser graves e até fatais. Entre as possíveis reações, estão a anemia aplástica, a agranulocitose e a pancitopenia, além de reações hipotensivas transitórias, reações cutâneas e distúrbios imunológicos, como choque anafilático. 

Segundo Clóvis Cardoso Júnior, professor do curso de Farmácia do Centro Universitário FSG, outro fator a ser considerado é o risco de interação medicamentosa, que ocorre quando os efeitos de um medicamento são alterados pela presença de outro fármaco, alimento ou bebida, podendo trazer sérios danos à saúde. “O uso de doses elevadas de dipirona também pode provocar sintomas como náuseas, vômito, dor abdominal e comprometimento da função renal”, afirma. 

Clóvis também ressalta que é importante destacar que a dipirona não é recomendada para crianças menores de três meses ou pesando menos de cinco quilos. “Gestantes devem ter cuidado redobrado, especialmente nos primeiros três meses de gestação e nos três últimos, devido ao risco de fechamento prematuro do ducto arterial e complicações perinatais”, diz o especialista, explicando ainda que os metabólitos da dipirona são excretados no leite materno, sendo indicado evitar a amamentação durante e até 48 horas após o uso do medicamento. 

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O farmacêutico explica que pacientes idosos ou debilitados também merecem atenção especial, pois podem apresentar função hepática ou renal comprometida, o que influencia no metabolismo e excreção da dipirona. 

“Diante dos riscos associados ao uso da dipirona, é fundamental reforçar a importância de evitar a automedicação”, diz Clóvis, alertando ainda que, para o uso de qualquer medicamento, recomenda-se buscar a orientação de um profissional de saúde capacitado, que poderá avaliar a real necessidade e prevenir possíveis interações medicamentosas ou erros de administração. Dessa forma, minimizam-se os riscos associados ao consumo de substâncias. “A orientação de um profissional de saúde é essencial para o uso seguro e eficaz desse medicamento”, conclui.  

Fonte/Créditos: XCOM Agência de Comunicação FSG

Créditos (Imagem de capa): Divulgação

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